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O Dia Mundial do Livro é uma data escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para celebrar o livro, incentivar a leitura, homenagear autores e refletir, inclusive, sobre seus direitos legais.

O mais legal nesta história, é que a data foi escolhida em tributo aos escritores Miguel de Cervantes, Inca Garcilaso de la Vega e William Shakespeare, que morreram em 23 de abril de 1616. Curioso, não?

Nesse dia, grandes obras da literatura mundial são relembradas, discutidas e reverenciadas. É uma oportunidade para celebrar os títulos de autores consagrados, como: Safo, Miguel de Cervantes, Mary Shelley, Machado de Assis, Thomas Mann, James Joyce, Aldous Huxley, George Orwell, Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu.

Para comemorarmos a data, listamos alguns autores e livros para você se inspirar neste Dia Mundial do Livro.

Fragmentos completos


A poetisa
Safo nasceu na ilha de Lesbos, na Grécia antiga, país em que viveu entre os séculos VII a. C. e VI a. C. Sua obra chegou fragmentada até nossos dias, sendo que seu único poema completo é Ode a Afrodite. Assim, o livro Fragmentos completos traz a obra completa (e em pedaços) da autora.

Sobre a vida de Safo, não há muita informação concreta. A sua biografia acaba sendo composta com base em pistas contidas em sua obra. 

Livro indispensável: Dom Quixote


O romance Dom Quixote, de Miguel de Cervantes (1547-1616), conta as aventuras de um fidalgo que, depois de ler inúmeras novelas de cavalaria, começa a confundir ficção com realidade.

O Cavaleiro da Triste Figura, Dom Quixote de la Mancha, consegue convencer o ingênuo Sancho Pança, que busca dinheiro e glória, a ser seu escudeiro. E para completar a realidade fantástica criada por sua loucura, ele encontra também uma dama para amar, a idealizada Dulcineia, um amor de fantasia. A partir daí, vai viver várias aventuras ao lado de seu escudeiro.

A história de Dom Quixote já foi adaptada várias vezes para o público infantil e juvenil. Quem nunca ouviu falar do louco Dom Quixote, que lutava contra moinhos de vento por pensar que eram gigantes, montado em seu cavalo Rocinante, apaixonado por Dulcineia e acompanhado pelo seu fiel escudeiro Sancho Pança?

Considerado a maior obra da literatura espanhola e um clássico da literatura mundial, o livro é uma sátira às novelas de cavalaria medievais. Assim, ironiza a figura do herói e da mulher idealizada, já que o protagonista não apresenta os dotes físicos de um herói e nem a amada Dulcineia, na verdade uma lavradora, possui o refinamento de uma dama.

O famoso Frankenstein


O romance de ficção científica Frankenstein, da escritora britânica Mary Shelley (1797-1851), surgiu em um desafio proposto pelo poeta romântico Lord Byron (1788-1824): a escrita de uma história de terror.

Com essa inspiração, o livro de Shelley conta a história do Dr. Victor Frankenstein e de sua criatura (um ser feito com partes de cadáveres), que, abandonada pelo seu criador, precisa descobrir sozinha como sobreviver.

A trama adensa-se quando a criatura pede ao Dr. Frankenstein que crie para ela uma companheira. Quando o cientista decide não cometer o mesmo erro, ele se torna alvo da vingança implacável do monstro que criou.

O livro Frankenstein pode ser lido como um alerta sobre os perigos da interferência do ser humano na natureza, o que leva à discussão ética acerca dos limites da ciência. Também pode ser entendido como uma metáfora para a própria criação artística: a relação conflituosa entre autor e obra.

O livro Quincas Borba do grande escritor brasileiro Machado de Assis


Quincas Borba é um romance que faz parte da fase realista do escritor brasileiro Machado de Assis (1839-1908). Ele conta a história de Rubião, professor em Barbacena, que recebe uma herança de seu amigo, o filósofo Quincas Borba, com a seguinte condição: cuidar do cachorro do filósofo, que tem o mesmo nome do dono.

Assim, a ironia tão característica do autor já se apresenta no título da obra, pois não se sabe se se refere ao cachorro, ao seu dono ou aos dois.

Rubião muda-se para a corte, o Rio de Janeiro, onde vive o casal Sofia e Cristiano Palha. Ela, com a conivência do marido, seduz o ingênuo Rubião a fim de conseguir dinheiro para os negócios daquele. Além desse casal, Rubião é explorado por todos os “amigos” que o cercam. O livro, portanto, mostra, no jogo de interesses, a corrupção humana. Fato é que a riqueza sobe à cabeça do antigo professor, que começa a sofrer um processo gradual de enlouquecimento.

O reflexivo livro Morte em Veneza


Morte em Veneza, livro do escritor alemão e Nobel de Literatura Thomas Mann (1875-1955), mostra a paixão de um velho escritor, Gustav von Aschenbach, pelo adolescente Tadzio, em franco diálogo com a chamada “pederastia grega”|3| da Antiguidade. Assim, o artista tem pelo jovem um amor idealizado, é fascinado pela sua beleza e juventude.

Tadzio é, portanto, uma metáfora para a arte, a beleza que o artista buscou por toda a vida (que estava em seu fim) e que encontrou personificada em um adolescente. Nessa perspectiva, o culto à beleza ideal, tão característico da arte grega antiga, é retomado com base na idolatria de Gustav von Aschenbach pelo belo Tadzio.

O livro 1984 de George Orwell


O romance 1984, do inglês George Orwell (1903-1950), publicado pela primeira vez em 1949, é mais uma obra distópica que apresenta uma realidade futura. Assim, no ano de 1984, o pensamento de todos é controlado pelo Grande Irmão (Big Brother). Nesse contexto, as pessoas são vigiadas o tempo inteiro e a história oficial é manipulada e reescrita diariamente.

Nessa perspectiva, um dos instrumentos de controle do pensamento utilizado pelo Partido é a “novilíngua”, uma nova língua, derivada do inglês, em que se observam a recriação de palavras, de forma a alterar seus sentidos, e a eliminação de tantas outras que pudessem representar uma ameaça ao regime totalitarista vigente na história.

Assim, quando Winston Smith, o protagonista, passa a questionar a “verdade” disseminada oficialmente, ele se torna uma ameaça a ser eliminada pela Polícia do Pensamento. Portanto, na realidade distópica criada por Orwell, pensar e questionar é uma atitude criminosa passível de pena de morte e a liberdade inexiste, pois até o seu conceito é eliminado.

A paixão segundo G.H.


O livro A paixão segundo G.H. é uma das obras mais herméticas (difíceis de compreender) da escritora brasileira
Clarice Lispector (1920-1977). Basicamente, conta a história de uma dona de casa de classe média que demite sua empregada.

Ela está sozinha em casa, vai até o quartinho da empregada, olha o armário vazio, vê e mata uma barata. A partir daí, G.H. inicia um fluxo de consciência epifânico (pensamentos reveladores), pois ela passa a refletir sobre a própria existência humana.

Seja qual for o livro leia sempre que possível! 


Listamos acima livros clássicos da literatura nacional e internacional. Mas nada impede que você homenageie o Dia Mundial do Livro com um Harry Potter, O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Nárnia, ou até mesmo trechos da Bíblia, por que não?


O importante é manter sempre o hábito da leitura, seja qual for o seu gosto literário. Vale lembrar que não existe apenas o livro “físico”, também temos os livros virtuais como os famosos e-books. E neste artigo você confere mais informações sobre eles e como escolher um, caso não goste do bom e velho papel.


 

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