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Escrito por Instituto Mix Tempo de leitura: aproximadamente 3 minutos.

A Organização Mundial da Saúde decidiu adotar um padrão para nomear as variantes do coronavírus. As novas cepas são chamadas por letras do alfabeto grego e não identificadas por meio do local onde foram detectadas pela primeira vez. É o caso da nova variante do Covid, a Ômicron.

Segundo a OMS, a mudança visa evitar a estigmatização e a discriminação dos países onde essas variantes foram detectadas. A padronização também visa simplificar o tema. Cientistas criticam, por exemplo, o fato de terem sido utilizados vários nomes para a cepa descoberta na África do Sul, incluindo B.1.351, 501Y.V2 e 20H/501Y.V2.

Com a decisão, a variante britânica ficou conhecida oficialmente como Alfa; a sul-africana, se chama Beta; a brasileira, Gama; e as indianas, como Capa e Delta, e agora mais uma sul-africana, a Ômicron.

A OMS pediu que os países e a imprensa passem a adotar a nova nomenclatura das variantes e evitem a associar novas cepas ao local onde foram detectadas pela primeira vez. A organização acrescentou, porém, que as novas denominações não substituem os nomes científicos, que devem continuar sendo usados em trabalhos acadêmicos.

Por que a nova variante que está causando cancelamentos de festas de fim de ano se chama Ômicron?


Ao nomear a mais nova variante de “preocupação”, a Ômicron, em tese, deveria se chamar “Nu”. Nu é a 13ª letra do alfabeto grego, enquanto Xi é a 14ª e Ômicron é só a 15ª.

O alfabeto grego conta com 24 letras, partindo de Alfa e terminando em Ômega. Mas qual foi o motivo de a Organização Mundial da Saúde ter pulado duas letras dentro do critério que foi escolhido por eles para nomear as variantes?

O motivo é o mesmo que fez o órgão adotar o alfabeto grego: evitar estigmatização, confusões e preconceitos. A 13ª letra, Nu, tem sua pronúncia facilmente confundida com a palavra “new”, que significa “novo” em inglês. Ou seja, o nome seria facilmente confundido com “variante nova”, em inglês.

Já Xi é um sobrenome bastante comum em alguns países, como a China, sendo, inclusive, o sobrenome do presidente do país asiático, Xi Jinping. As melhores práticas da OMS para nomear novas doenças sugerem evitar ofender quaisquer grupos culturais, sociais, nacionais, regionais, profissionais ou étnicos. 

Mais curiosidades sobre o alfabeto grego


O Alfabeto Grego é uma adaptação do alfabeto fenício, e é um sistema de escrita fonética composto por 24 letras que podem representar vogais e consoantes.

Ele é usado apenas no idioma grego, mas como foi a base da maior parte dos alfabetos existentes no ocidente é comum o mesmo ser utilizado até aos nossos dias. É o que se pode constatar em ciências como a Astronomia, em que as letras são utilizadas na nomenclatura das estrelas.

No registro arqueológico, as primeiras ocorrências do alfabeto grego aparecem em gravações feitas em cerâmicas, cujas as mais conhecidas foram encontradas em Atenas na metade do século VIII a.C. A partir dele tem origem o alfabeto utilizado na língua portuguesa.

Agora, elas voltam à tona com a nomenclatura das novas cepas das variantes do Covid. Como é o caso da Ômicron. Para mais informações sobre essa variante, acesse este artigo oficial do Ministério da Saúde.

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