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Escrito por Instituto Mix Tempo de leitura: aproximadamente 4 minutos.

Para grande parcela dos humanos mudanças geram incertezas e insatisfações, outros aderem a elas sem nenhuma dificuldade. No atual momento podemos dizer, sem nenhuma dúvida, que muitas mudanças virão e se tornarão tendências na sociedade no período pós-pandemia.

Alguns especialistas e futuristas internacionais dizem que o coronavírus funcionou como um acelerador de “futuros”. A pandemia antecipou mudanças que já estavam em curso como o trabalho remoto, a educação a distância, a busca por sustentabilidade e a cobrança, por parte da sociedade, para que as empresas sejam mais responsáveis do ponto de vista social.

Outras mudanças estavam menos visíveis, mas agora ganham novo sentido diante da revisão de valores provocada por uma crise sanitária global sem precedentes para a nossa geração. Como exemplos dessas mudanças podemos citar o fortalecimento de valores como a solidariedade e empatia entre os mais afortunados e menos favorecidos, assim como o questionamento do modelo de sociedade baseado no consumismo e no lucro a qualquer custo.

Instabilidades devem durar dois anos

Serão várias as transformações, tendências, e elas acontecem na política, economia, modelos de negócios, relações sociais, cultura, psicologia social e a relação com a cidade e o espaço público, entre outras coisas.

O ponto de partida é ter consciência de que os efeitos da pandemia devem durar quase dois anos, pois a Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que sejam necessários pelo menos 18 meses para haver uma vacina contra o novo Coronavírus. Isso significa que os países devem alternar períodos de abertura e isolamento durante esse período, e novos surtos não são descartados em países que já viveram um caos na saúde pública.

Diante dessa perspectiva, como ficam as atividades de lazer, cultura, gastronomia e entretenimento no centro e em toda a cidade durante esse período? O que mudará depois? São questões ainda em aberto, mas há sinais que nos permitem algumas reflexões. Para entender essas e outras questões e identificar os prováveis cenários, observamos as tendências que os futuristas e pesquisadores estão traçando para o mundo pós-pandêmico.

Novas tendências de crenças e valores

A crise de saúde pública é definida por alguns pesquisadores como um reset, uma espécie de um divisor de águas capaz de provocar mudanças profundas no comportamento das pessoas.  As crises, de certa forma, obrigam as comunidades a se unirem e trabalharem mais como equipes, seja nos bairros, entre funcionários de empresas. E isso pode afetar os valores daqueles que vivem nesse período, assim como ocorre com as gerações que viveram guerras.

Menos é mais!

A crise financeira decorrente da pandemia por si só será um motivo para que as pessoas economizem mais e revejam seus hábitos de consumo. Mas a falta de dinheiro no momento não será o único motivo. As pessoas devem rever sua relação com o consumo, reforçando um movimento que já vinha acontecendo. Consumir por consumir saiu de “moda”.

O outro lado desse processo é um questionamento maior do modelo de capitalismo baseado pura e simplesmente na maximização dos lucros para os acionistas. O coronavírus trouxe para o contexto dos negócios e para o contexto pessoal a necessidade de revisitar as prioridades. O que antes em uma organização gerava resultados financeiros, persuadindo, incentivando o consumo, aumentando a produção e as vendas, hoje não funciona mais

Tendência em espaços e no comércio

A pandemia vai acentuar o medo e a ansiedade das pessoas e estimular novos hábitos. Assim, os cuidados com a saúde e o bem-estar, que estarão em alta, devem se estender aos locais públicos, especialmente os fechados, pois o receio de locais com aglomeração deve permanecer.

Quando as pessoas voltarem a frequentar espaços públicos, depois do fim das restrições, as empresas devem investir em estratégias para engajar os consumidores de modo profundo, criando locais que tragam a eles a sensação de estar em casa.

Eis um ponto de atenção para bares, restaurantes, cafeterias, academias e coworkings, que devem redesenhar seus espaços para reduzir a aglomeração e facilitar o acesso a produtos de higiene, como álcool em gel.

Experiências culturais imersivas

Como resposta ao isolamento social, os artistas e produtores culturais passaram a apostar em shows e espetáculos on-line, assim como os tours virtuais a museus ganharam mais destaque. Esse comportamento deve evoluir para o que se pode chamar de experiências culturais imersivas, que tentam conectar o real com o virtual a partir do uso de tecnologias que já estão por aí, mas que devem se disseminar, como a realidade aumentada e virtual, assistentes virtuais e máquinas inteligentes.

Trabalho remoto

home office já era uma realidade para muita gente, de freelancers e profissionais liberais a funcionários de companhias que já adotavam o modelo. Mas essa modalidade vai crescer ainda mais. Com a pandemia, mais empresas, de diferentes portes, passaram a se organizar para trabalhar com esse modelo. Além disso, o trabalho remoto evita a necessidade de estar em espaços com grande aglomeração, como ônibus e metrôs, especialmente em horários de pico.

Vendas on-line viram tendência

Com o isolamento social, as lives explodiram, principalmente no Instagram. As vendas pela Internet também, passando a ser uma opção para lojas que até então se valiam apenas do local físico. Pois pense na junção das coisas: o shopstreaming é isso. Uma versão Instagram do antigo ShopTime.

Busca por novos conhecimentos

Num mundo em constante e rápida transformação, atualizar seus conhecimentos é questão de sobrevivência no mercado. Mas a era de incertezas aberta pela pandemia aguçou esse sentimento nas pessoas, que passam, nesse primeiro momento, a ter mais contato com cursos on-line com o objetivo de aprender coisas novas, se divertir e/ou se preparar para o mundo pós-pandemia. Afinal, muitos empregos estão sendo fechados, algumas atividades perdem espaço enquanto outros serviços ganham mercado.

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