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Escrito por Instituto Mix Tempo de leitura: aproximadamente 3 minutos.

Tinha tudo para ser um ano de retomada da economia, 2019 mostrava bons sinais até que a economia global virou de pernas pro ar por causa da pandemia. O ano de 2020 aumentou a taxa de desemprego no Brasil para mais de 13% e pode beirar quase 14% até o fim do ano segundo o Instituto Fiscal Independente do Senado Federal, e o que tudo indica é que 2021 também será um ano difícil para ingressar no mercado de trabalho.

Para quem está preocupado com a situação, a hora é propícia para tirar do papel sonhos “engavetados” como investir em uma qualificação para se destacar em um mercado que será cada vez mais concorrido e ser dono do próprio negócio. Haverá profissionais “sobrando” no mercado prontos para ingressar nas primeiras oportunidades que aparecerem, e você, já possuí uma qualificação?

Mesmo se já tenha alguma na manga, é hora de continuar a somar conhecimento para estar preparado pelo que está por vir.

Empresas apertam os cintos

Além de estatísticas oficiais mostrarem o aumento do desemprego no Brasil mês a mês, pesquisas feitas por entidades ligadas a sociedade civil e universidades, mostram que as empresas já estão congelando ou reduzindo contratações, salários e promoções, e preveem enxugar ainda mais o quadro de funcionários.

A maioria dessas empresas nem está com problemas financeiros graves, mas elas temem o que o futuro reserva, e por isso estão tomando decisões mais drásticas para não serem pegas de surpresa numa eventual piora significativa do quadro econômico.

Taxa do desemprego preocupa entre os não qualificados

Em abril deste ano, a taxa de desemprego estava em 12,6%, atingindo 12,8 milhões de pessoas. No trimestre terminado naquele mês, quase 5 milhões de postos de trabalho foram fechados em relação ao trimestre terminado em janeiro, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dos 4,9 milhões de pessoas a menos na ocupação, 3,7 milhões foram de trabalhadores informais. O emprego com carteira assinada no setor privado teve uma queda recorde também, levando ao menor contingente de pessoas com carteira assinada, que é de 32,2 milhões.

Os números do IBGE do 1º trimestre também mostram que o desemprego é maior entre trabalhadores com escolaridade mais baixa e entre os jovens, o que reforça a importância dos trabalhadores verem no atual momento, a oportunidade de voltar para a sala de aula, fazer um curso profissionalizante para se destacar no mercado.

O desemprego é maior na faixa etária de 14 a 17 anos (44%) e de 18 a 24 anos (27,1%). No Nordeste, o desemprego na faixa entre 14 e 17 anos chegou a 34,1%. O desemprego é maior entre as pessoas com ensino médio incompleto (20,4%). Para o grupo com nível superior incompleto, a taxa foi estimada em 14%, mais que o dobro da verificada para aqueles com nível superior completo (6,3%).

Estudo contínuo deve prevalecer

Estudos recentes de federações das indústrias, comércio e universidades, mostram que o que conta atualmente é o estudo constante dos profissionais. As empresas dão preferência para aqueles que estão se dedicando a aprender mais, seja na área de atuação ou sobre cursos de caráter administrativo, gestão, idiomas ou ligados às questões tecnológicas como mídias, tecnologia da informação ou marketing digital.

As empresas dão mais oportunidade para esses profissões porque veem neles um colaborador bem informado sobre as novas tendências e com melhor nível de resposta rápida as diversas situações que possam aparecer nas empresas. Quanto menos escolaridade, menos cursos profissionalizantes, menos são as chances do profissional ser escolhido para ingressar em um vaga nesse novo momento da economia e do mercado de trabalho.

A hora é de focar nos estudos para evitar desemprego

O mais interessante, é que nem sempre os profissionais com vasto conhecimento (pós graduação, mestrado e até doutorado) serão os escolhidos. O que conta é a frequência da atualização do profissional. Se ele é PhD e “estacionou” no tempo, corre o risco de ser deixado de lado por alguém com menos qualificação, mas com uma frequência de estudos contínuos na bagagem.

Por tanto, se você é daqueles que estava empregado, perdeu o emprego, e está a espera de um milagre sem buscar uma qualificação, saiba que a hora de se mexer é agora. Com projeções de desemprego em alta em 2021, quanto mais cedo você começar um curso profissionalizante, melhor.

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