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Escrito por Instituto Mix Tempo de leitura: aproximadamente 3 minutos.

 

A migração das empresas para as mídias sociais já era algo que vinha acontecendo em várias plataformas, mas com a pandemia do novo Coronavírus, o marketing empresarial, publicidade e propaganda, ficou ainda mais voltado para a internet e as possibilidades que ela oferece.

Muitas empresas se viram obrigadas a cancelar anúncios caríssimos em redes de televisão, rádios e portais de notícias para focar exclusivamente em campanhas de marketing nas redes. Nesse momento crítico, de lojas fechadas e quarentena, é compreensível que gestores estejam focando seus esforços em proteger, na medida do possível, a saúde financeira das empresas.

As medidas são necessárias e urgentes, mas vale, sempre, considerar a comunicação na lista das prioridades estratégicas no enfrentamento da crise. Muito embora equilibrar as contas permaneça como uma prioridade de gestão na crise, é necessário não perder de vista as ações que possam consolidar a marca, evitar o ostracismo comercial e mesmo, eventualmente, alavancar a demanda por produtos e serviços que sua empresa (marca) possa oferecer.

Nesse cenário onde economizar e não sumir de vista dos consumidores se faz necessário, é imprescindível investir em publicidade e propaganda nas mídias, meio alternativo e cada vez mais eficaz para atingir o público alto.

Marcas que investem em marketing voltarão mais fortes

Quando o assunto é a comunicação pode-se listar na prioridade número um: não desaparecer de cena. Marcas que se tornarem esquecidas durante a crise terão menos chances de retomarem seus lugares junto à preferência do consumidor quando tudo voltar ao normal.

Um estudo recente do setor empresarial aponta que as marcas que investem mais durante as crises crescem até 5 vezes mais do que as outras. Diante dos graves acontecimentos, mais que nunca se torna relevante a importância estratégica de uma comunicação que ajude a tornar sua empresa presente, que evidencie do modo correto os valores, a missão e o posicionamento de marcas e corporações junto a seus públicos de interesse.

Reforçando por meio do marketing a relevância e a responsabilidade

Tendo em vista a sua importância estratégica, torna-se notória a constatação de que esta não é hora de cortar os investimentos em publicidade, embora seja hora de repensar a comunicação e ajustá-la para fazer frente aos enormes desafios que se impõem.

Em uma crise desse tamanho, comunicar significa manter-se presente e mostrar-se como empresa socialmente relevante, responsável e idônea. Anunciar é preciso e os brasileiros esperam que as marcas sirvam de exemplo e guiem a mudança, há uma confiança dos brasileiros nas empresas que se preocupam com a sociedade e têm responsabilidade social, sejam práticas e realistas e ajudem consumidores no dia a dia e que, além disso, ataquem a crise e demonstrem que ela pode ser derrotada.

Em sintonia com a gravidade da situação, e em um mercado altamente complexo e em queda, uma das principais tarefas será demonstrar empatia e solidariedade com colaboradores, fornecedores e consumidores. Ignorar o momento vivido, insistir em mensagens promocionais convencionais ou, pior ainda, mostrar-se insensível ao sofrimento, são atitudes que podem comprometer a reputação e colocar em risco o valor da marca.

Como sua empresa está lidando com a pandemia?

Que medidas têm sido tomadas para garantir a segurança física, emocional e financeira de colaboradores, fornecedores e parceiros? De que modo sua empresa tem contribuído no esforço coletivo para fazer frente às dificuldades que se impõem? Que soluções ela oferece para ajudar a enfrentar os novos desafios? Essas são algumas das perguntas que estão sendo feitas e que devem ser o foco de uma comunicação bem estruturada, verdadeiramente útil e oportuna.

Nesse artigo damos alguns “nortes” importante para seguir o caminho mais assertivo nesse momento, cabe agora aos líderes e empresários pôr a “mão na massa” e observar o comportamento do mercado e da sociedade nos próximos meses.

Líderes precisam se posicionar quanto ao marketing

A crise vai passar, mas o dano causado pode ser irreversível. Não é improvável que alguém da concorrência se mostre mais competente em sua comunicação e possa, eventualmente, abocanhar fatias de mercado de marcas consideradas como líderes, mas que não souberam se posicionar à altura do que o momento exige.

Criar e manter marcas fortes por meio de uma identidade bem estruturada parece ser mesmo tão (ou mais) importante do que se preocupar unicamente com a solidez financeira da empresa. Nas regras das grandes corporações, tem mais valor aquela marca que atrair e fidelizar maiores fatias de público. Por isso, anunciar é necessário, principalmente agora!

Ainda que estejamos numa crise sem precedentes não é estratégico estabelecer como prioridade absoluta o foco na economia e na lucratividade dos negócios. A acirrada competição que caracteriza o mundo moderno evidencia a estreita inter-relação entre o econômico e o social, o público e o privado, o individual e o coletivo. Exige-se que as empresas atuem de modo socialmente relevante e responsável, cabe ao líder observar todo esse cenário e saber se portar da melhor maneira possível, com seriedade e responsabilidade.

Assim sendo, é fundamental redobrar a atenção às normas vigentes e, mais ainda, estabelecer sintonia fina com as sensibilidades nesse momento difícil. Torna-se, então, imprescindível manter a conexão com os públicos de interesse. Daí o papel estratégico da comunicação na consolidação de uma vinculação de cunho afetivo (tão relevante quanto necessária) com a marca ou corporação.

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